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Opinião
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04/03/2010 |
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Tsunami de violência |
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Na semana em que nós cariocas, deveríamos estar comemorando os 445 anos do Rio de Janeiro, estamos perplexos com o tsunami de violência e terror imposto pela bandidagem pelas ruas da cidade.
Cenas de total crueldade, como um ônibus incendiado com passageiros sendo queimados vivos na Cidade de Deus, que, aliás, está ocupada pela polícia pacificadora, que não conseguiu evitar a tragédia. Arrastão na Linha Amarela em plena luz do dia. Assassinato de passageiro que se recusou a fechar a janela do ônibus em Botafogo.
Intenso tiroteio na Avenida Brasil com homens armados correndo entre os carros na hora do rush. Oh! Deus! Proteja-nos. Até quando ficaremos trancafiados em casa esperando uma solução contra todas essas barbáries?
Enquanto os nossos governantes estão preocupados em ajudar as vitimas dos terremotos no Haiti e no Chile, nós continuamos soterrados nos escombros da violência sem esperança de sermos resgatados com vida. |
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Deborah Farah - Barra da Tijuca - RJ |
deborah.farah@bol.com.br |
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03/03/2010 |
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Colhemos aquilo que plantamos |
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Os lixos jogados nas ruas prejudica o escoamento das aguas das enchentes de São Paulo, e de quem é a culpa, do prefeito, do governador ou do presidente da república.
A culpa é da população que não tem respeito com o meio ambiente, poluímos nossos rios, desmatamos nossas florestas, poluímos nosso ar, não tratamos nossos lixos corretamente e não temos nenhum respeito com a mãe natureza.
www.terceiromundo.spaceblog.com.br |
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Peterson Correa Pimentel - São Paulo - SP - Brasil |
pepe.luci13@hotmail.com |
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17/02/2010 |
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Inimigo silencioso |
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Numa excelente matéria produzida pelo programa Viver é Melhor!, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), o dr. Fadlo Fraige Filho, endocrinologista, presidente da ANAD (Associação Nacional de Assistência ao Diabético) e da FENAD (Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes), trouxe importantes esclarecimentos sobre o perigo do diabetes e das doenças a ele correlacionadas.
Abordamos, mais uma vez, esse relevante tema por se tratar de assunto de saúde pública ainda não suficientemente difundido na população. E nesta época de carnaval, a turma costuma abusar de tudo. Portanto, todo alertamento é bem-vindo.
PASSAPORTE
Acerca do impacto do diabetes na área da saúde, dr. Fadlo afirmou que "para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o diabetes e a obesidade são duas epidemias de males crônicos. Ambas andam juntas porque a obesidade acaba sendo um passaporte para o diabetes. É um fator desencadeante para aqueles que geneticamente já têm a doença. São dois os tipos básicos de diabetes. O tipo 1, que se manifesta na infância e adolescência, é autoimune, não muito ligado à genética (5% a 10% de todos os diabéticos). Já de 90% a 95% dos doentes são do tipo 2, que se manifesta na fase adulta e geralmente vem com a obesidade: 80% deles são obesos. Calcula-se em torno de 230 milhões o número de pessoas com diabetes no planeta. No Brasil são, em média, 10 milhões. Uma parte, cerca de 40%, tem a doença e não sabe. Ela é silenciosa, evolui sem que percebamos. Você que é parente de diabéticos, ou que é obeso, tem hipertensão, tem de fazer seus exames periodicamente, porque é possível que você venha a dese
nvolver o diabetes".
O EXEMPLO DO CARRO
Quanto à prevenção masculina, o especialista fez uma interessante analogia: "A mulher brasileira aprendeu a ter precaução com as doenças em geral. O ginecologista pede os exames e ela os faz. Já o homem não se previne. Costumo dizer que o brasileiro aprendeu a fazer manutenção do automóvel. Quer dizer, ele sabe fazer a revisão do carro. Contudo, nunca leva seu corpo ao médico para ver o seu colesterol, o seu açúcar... O diabetes é uma doença pouco conhecida em seus fundamentos. Se não tratada, a pessoa aparentemente não sente nada, mas ao fim de talvez 7, 8, 9 anos, sem tratamento adequado, ou às vezes sem um diagnóstico, pode se manifestar por complicações gravíssimas".
DADOS ALARMANTES
De acordo com a OMS, hoje, a cada cinco segundos, uma pessoa no planeta contrai o diabetes. E ainda consoante o endocrinologista, "é a primeira causa de cegueira e de amputações de membros inferiores no mundo. É também praticamente a primeira causa de insuficiência renal. Você tem em torno de 40% a 50% das pessoas que fazem hemodiálise - quando o rim vai à falência - diabéticas. Em 40% das coronariopatias que levam aos infartos, são indivíduos com diabetes. Tudo isso não é para assustar, mas para alertar. Podemos evitar todas essas complicações desde que tenhamos conscientização e saibamos nos tratar. (...) Eu tenho pacientes que já estão com 30, 40 anos de diabetes e não têm nenhum problema, porque se cuidam, se exercitam, fazem dieta".
SOBREMESA
Durante o programa, respondendo a uma telespectadora, que questionou se a sobremesa diária pode oferecer algum risco, explicou: "O doce, na realidade, acaba levando, de início, a um aumento de formação de gorduras, aumento de peso. Além do que é um alimento não saudável. É preferível, ao invés de habitualmente comer doce, você se alimentar de frutas na sobremesa. É uma forma de prevenção da doença. Aliás, um estudo feito em 2002 pela Associação Americana de Diabetes mostrou exatamente isso; pegou pessoas que já tinham propensão à doença, fase inicial, que a gente chama de intolerantes à glicose ou pré-diabéticas, e dividiram-nas em três grupos: um fazendo dieta, exercícios; outro tomando remédios; e o outro apenas controle. Aquele grupo que fez dieta e exercícios foi o que mais se beneficiou no sentido de regredir a patologia. Então é possível prevenir a doença tipo 2, desde que você tenha uma vida mais saudável, uma alimentação pobre em açúcar, pobre em carboidratos, e evide
ntemente faça exercícios, mexa-se, isso é muito importante. (...) As frutas, as fibras e os vegetais são fundamentais na alimentação de uma forma geral, para equilibrar a quantidade de carboidrato".
FATOR DE RISCO
Quanto à famosa "barriguinha", o dr. Fadlo atestou tratar-se também de um fator de risco: "Já se sabe que ela é reflexo do acúmulo da gordura visceral. Aquela que é depositada não embaixo da pele, mas dentro das vísceras entre os intestinos, entre os órgãos internos. É a pior de todas porque, na realidade, a gordura visceral está relacionada muito mais com as complicações cardiovasculares, com infarto do miocárdio, derrame, porque ela produz citoquinas inflamatórias, que acabam levando a esses problemas".
Eis a nossa contribuição para que mais e mais pessoas se conscientizem da real necessidade de cuidar da saúde. Somente assim poderemos vencer o diabetes, terrível e silencioso inimigo.
José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br - www.boavontade.com |
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Paiva Netto - São Paulo - SP - Brasil |
paivanetto@uol.com.br |
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17/02/2010 |
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A escola que é levada a sério |
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Quando Ruy Barbosa declarou: a justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada- sequer imaginou a falência moral em que seu País um dia fosse mergulhar.
A notícia da prisão de um político de alto escalão - nos surpreende.
Saber que foi negado o habeas corpus a um governador preso - no exercício de seu mandato - surpreende ainda mais.
Quantos carnavais ainda teremos para que as futuras gerações possam ser poupadas dos constrangimentos impostos aos cidadãos que hoje assistem os agentes da corrupção se esbaldando na farra dos subornos, dos desvios de recursos públicos, e tantos outros escândalos sem esbarrarem em numa ínfima punição?
Como se tornou frágil, a moralidade política.
A ética a cada dia mais débil.
No País do Carnaval só um meio pode despir a fantasia, fincar o pé no chão e consolidar o desenvolvimento com justiça e dignidade: priorizar a educação. Só um ensino qualificado é capaz de estabelecer valores e acabar, de vez, com esta estrutura rasteira e pérfida que se arrasta fazendo com que um povo se mantenha refém da indiferença e do descaso.
Alguma coisa está muito fora de ordem - o Brasil amarga o 88 lugar no ranking dos investimentos educacionais no mundo.
Quando o país acordará para admitir que a única escola que realmente é levada a sério por aqui - que funciona com impecável atuação - é a escola de samba? Trágica e melancólica realidade.
A esperança é o voto para, enfim, despertá-lo.
Professor José Maria Cancelliero
Pres. Centro do Professorado Paulista (CPP) - São Paulo-SP
blog: falazemaria.wordpress.com |
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Professor José Maria Cancelliero - São Paulo - SP - Brasil |
rank@uol.com.br |
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07/02/2010 |
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Petrobrás um Patrimônio Nacional |
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Petrobras entrou para o ranking das marcas mais valiosas do Brasil, de acordo com estudo de consultoria internacional que avalia o resultado proporcionado pela marca aos acionistas da empresa. A estatal brasileira ocupa a sexta posição, com um valor de US$ 286 milhões, em um ranking que inclui todas as empresas brasileiras de capital aberto, entre elas as filiais de multinacionais.
A Petrobras é a maior empresa do país e uma das maiores do mundo no setor energético. Aos 52 anos, é a máxima demonstração da capacidade empreendedora do povo brasileiro. No contexto mundial, é referência de avanços tecnológicos e da luta de toda a nação para construir sua independência econômica. No plano interno, assumiu, e continuará assumindo, sem prejuízos para a eficiência econômico-financeira da companhia, seu papel de grande propulsora do desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Falando em gestão de governo em nível Federal gostaria de registrar dois dos mais recentes presidentes do Brasil e o modelo de gestão referente ao Petróleo brasileiro e seus derivados; Fernando Henrique Cardoso (PSDB ) cria a ANP - Agência Nacional do Petróleo, presidida pelo seu genro privatista David Zilbersztajn. A ANP tem se mostrado a inimiga nº 1 da Petrobrás. Atrapalha a empresa, cria fórmulas e dispositivos que a desfavorecem como a portaria nº 2 que a impede de se defender da inflação e da correção cambial. Dá 3 anos para a PETROBRÁS pôr em produção os seus campos em águas profundas, enquanto estabelece o prazo de 8 anos para as demais concorrentes. \"E dá outras nocivas providências\".
Obriga a empresa a apelar para parcerias. Áreas onde ela investiu pesado, correu todos os riscos e desenvolveu tecnologia, é obrigada agora adividir os lucros com aquelas empresas que não quiseram correr os riscos. É como se a PETROBRÁS comprasse um bilhete premiado e fosse obrigada a repartir o prêmio, recebendo só a metade do valor da compra do bilhete.
Infelizmente o então presidente FHC, não acreditava na potencia da estatal, e por pouco não privatizou, com fez com a vale do Rio Doce, maior e mais moderna mineradora do pais, entra ano e sai ano batendo Record na balança comercial.
Já no governo Lula (PT) o investimento foi pesado. Desde que o presidente Lula assumiu, o preço da gasolina se mantém estável, pesquisa para o programa do pré-sal sai do papel, e fica comprovado que existe mesmo petróleo em baixo do mar, fazendo assim a empresa dar um grande salto mundial, no ramo petrolífero.
Privatização, esta palavra parece não rondar a estatal, pelo menos por enquanto nesta administração, isto é prova viva que quando acreditamos no que produzimos é este resultado que temos, números positivos, economia aquecida, investimentos em cultura, pois a maiorias das produções nacionais como filmes, teatro arte em geral, é patrocinada pela Petrobras.
Uma maneira inteligente de fazer propaganda e incentivar a cultura brasileira. Viva a Petrobrás , o Pré-sal e o povo
que acredita nesta potência. |
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Argeu Cardoso Junior - Jundiaí SP |
argeucardoso@hotmail.com |
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30/01/2010 |
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CPFL: um exemplo de desserviço ao Guacuri |
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O sistema de geração e distribuição de eletricidade de um país é uma imposição primária, sem a qual o mesmo não somente não se desenvolve, mas sofre imediata marcha-ré em todas as suas atividades no caso de sua falta.
Basta um ‘apagão’ de algumas horas, que atinja cidades e o campo, para se ver o prejuízo que isto causa a toda a nação.
Estas considerações podem ser observadas, facilmente, se imaginarmos quais seriam as consequências de terem paradas todas as máquinas que operam indústrias, todo o sistema que abastece prédios, todas as centrais de rádio e televisão, etc.
Os computadores, que controlam praticamente todas as atividades do mundo moderno, tornaria como consequências inviáveis estas mesmas atividades.
O sistema de abastecimento da água das cidades seria atingido, pois não haveria a possibilidade de elevá-la e muito menos de distribuí-la, ou seja, um verdadeiro caos.
Os hospitais, cuja atividade é indispensável à população, ficariam inoperantes, pois seus equipamentos dependem totalmente da energia elétrica.
Se um país como o Brasil, onde a atividade industrial, principal geradora de recursos de produção e de emprego, ficar uma semana sem energia, isto corresponde a quase 40 bilhões de reais que deixam de ser gerados, pela falta da atividade econômica que produz.
O governo deixaria de arrecadar metade dos impostos que hoje arrecada, com todas as suas consequências, inimagináveis para todos.
Não seriam necessários mais exemplos para se constatar a dependência fundamental que a energia, em particular a energia elétrica, representa para as cidades, para os países, e consequentemente, para o planeta.
As consequências para o campo seriam dramáticas, haveria crises de grandes proporções, pois é na agricultura que reside a maior necessidade de fontes de água e de sua utilização.
Estas, todavia, não se encontram disponíveis, dependem de transporte, o que exige essencialmente da eletricidade, através dos motores elétricos que acionam bombas.
Estendendo-se às moradias que não podem, também, viver sem a iluminação, sem os refrigeradores, sem a iluminação, sem as televisões, sem a internet.
Os exemplos se multiplicam ao infinito e observamos a falta de consciência e de responsabilidade com que este assunto é tratado em alguns municípios de nosso estado, em particular no município de Itupeva.
Qualquer dia, ou qualquer noite, em que ocorra uma chuva um pouco mais demorada, o sistema de eletricidade, que atende somente o condomínio do Guacuri, sem considerar outros, fica indisponível.
Além da falta de energia, que costuma durar por horas e horas, o atendimento aos usuários é do mais precário. Explicações sem fundamentos são dadas aos moradores, que têm suas residências ou chácaras paralizadas no meio do dia ou no meio da noite.
Equipamentos se queimam por falta de estabilidade no fornecimento da energia, falta de pára-raios que protejam o sistema de transmissão, e, com isto, são danificados motores que acionam bombas, aparelhos elétricos, geladeiras, televisões, etc.
As queixas dos usuários são incontáveis, mas o mau atendimento continua como se estas não existissem. Os representantes da comunidade do Guacuri, através de sua associação de amigos, já efetuaram reiteradas queixas à empresa fornecedora da energia, a CPFL no caso, sem que qualquer medida efetiva para resolver o assunto seja tomada.
Todavia, existe uma entidade maior, de alcance nacional, a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, que cede direitos de operação às suas várias concessionárias, dentre as quais está a CPFL. De quem será a responsabilidade pelos danos causados nos vários anos em que esta concessionária vem prestando este serviço, de má qualidade aos seus usuários? |
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Carlos Alfredo Cajado - Itupeva - SP - Brasil |
cacapereira16.4@terra.com.br |
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26/01/2010 |
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Relação Pais e Filhos |
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Talvez o problema mais grave dos pais seja, exatamente, fazer aquilo que acham melhor para seus filhos. Se ao menos eles fizesse apenas o que é bom para os filhos, talvez o prejuízo não fosse tão grave quanto buscarem sempre fazer o melhor para os filhos.
O problema é que melhor na opinião dos pais, não significa necessariamente mais correto, adequado e sensato. A dúvida que surge nessa postura, é sobre o conceito do que seria, exatamente, esse melhor, melhor em que sentido; melhor para o bem estar do pai, do filho, da família, melhor emocionalmente, financeiramente, culturalmente, melhor para a saúde... e assim por diante.
Muitas vezes é melhor que a filha (o) que em casa à noite, porque é melhor ao sono, bem-estar e tranqüilidade dos pais. Pelas mesmas razões, é melhor que os filhos não bebam, não dirijam, não namorem quem eles querem, etc, etc.
O velho chavão "faço o que é melhor para vocês", que brota das palavras de todo pai ou mãe que se preza, deveria ser corretamente interpretado como sendo; "faço para vocês o que é melhor para mim".
O simples fato de presentear os filhos pode dar a falsa idéia de que isso é bom para eles, quando, na realidade, poderia estar satisfazendo a necessidade de bem-estar dos pais, ao se saberem "bonzinhos", atenciosos, carinhosos, responsáveis.
Vejamos a questão do beijo, por exemplo; muitas vezes o beijo apraz muito mais quem está beijando (pais) do que quem está sendo beijado (filhos), portanto, talvez quem beija com a intenção de doar afeição e carinho esteja, de fato, se apossando de afeição e carinho para si.
Um dos exemplos de que o melhor para os pais nem sempre se compatibiliza com o melhor para os filhos, é a tendência constante dos pais proibir nos filhos uma série de atitudes que eles mesmos tomavam em outras épocas, quando tinham a idade dos filhos.
Como regra geral, os pais tendem a aplaudir o comportamento "correto" dos filhos. De fato, muitas vezes estão se aplaudindo por se sentirem importantes como pais de uma criança inteligente, bem dotada, que auxiliam nas tarefas domésticas ou nos negócios. Sentem que sua função de pais, geneticamente perfeitos, educadores eficazes, moralmente atuantes foi satisfatória a ponto de merecer aplausos.
A relação familiar nunca pode ser esquecida ou abandonada pelos filhos ou pais, mais a postura de amadurecimento de ambas as partes deve ser adotadas assim que os filhos começam a se desenvolver para a vida, os pais devem sim deixar seus filhos crescerem mentalmente, profissionalmente, moralmente etc.
Infelizmente a hora de sair de casa é uma dor tremenda, para os dois lados, mas necessária, sabemos que nossos pais não foram para sempre, precisamos ensiná-los a andar com suas próprias pernas, antes que nós se vá e não cumprimos a tarefa de fazer de nossos filhos verdadeiros homens e mulheres prontos para enfrentar as dificuldades da vidas. |
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Argeu Cardoso Junior - Jundiaí SP |
argeucardoso@hotmail.com |
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20/01/2010 |
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A Violência no Rio |
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Já que o governador Sérgio Cabral consegue através de seu discurso, mandar recado para que os traficantes se retirem das comunidades onde estão sendo implantadas as UPPs, gostaria que ele também bravejasse na mídia, para que esses bandidos não venham para as ruas impor o terror e executar covardemente policiais e inocentes.
Tenho notado que a violência aumentou nesses últimos meses, e isso já é reflexo das ocupações da policia pacificadora nos violentos morros da cidade. Esses marginais que são expulsos de seus redutos, estão despejando toda a fúria em cima da população e das viaturas policiais, pois acham que somos culpados pela vida bandida que optaram para viver.
Sou a favor das UPPs, mas não basta somente extirpar a bandidagem das favelas, a paz não reina somente com repressão, o que de fato está faltando é educação e oportunidade de emprego aos menos favorecidos, para que no futuro não brotem outros delinquentes para substituir os traficantes que já foram expulsos no passado. |
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Deborah Farah - Rio de Janeiro - RJ |
deborah.farah@bol.com.br |
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13/01/2010 |
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Herodes não incomoda ninguém |
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De olhos arregalados acompanhamos o drama do garotinho com dezenas de agulhas espetadas pelo seu corpinho de pouco mais de dois anos de idade.
Vimos a Folha online, de 30/12, findando 2009, com a denuncia: Uma criança sofre violência a cada duas horas em Alagoas.
A informação nos assusta e nos constrange. Entretanto, o que acontece em Alagoas, nada mais é do que a face de uma violência estampada - e esparramada - por todo o Brasil.
Sofremos as dores de uma extrema desigualdade social. E, como um dos pilares da democracia é a igualdade de oportunidades, o mal começa pela privação do acesso a sistema escolar público de qualidade.
Segundo o promotor da área de direitos humanos do Ministério Público Estadual de Alagoas, Flávio Gomes, "hoje existe uma desestruturação familiar terrível. Num presídio de Maceió constatei que 70% dos presos não foram criados com a presença do pai. Se é de classe média, é criado pela babá. Se é pobre, vive sem o pai, largado na rua. " Neste contexto, o papel da escola é determinante."
A violência que agride, rouba e mata a infância brasileira se mostra de diferentes formas, como prostituição, abandono, exploração do trabalho, infanticídio, lesão corporal, suicídio, tortura e outras tantas manifestações sórdidas de maus tratos.
A banalização da violência - inclusive a doméstica - se tornou parte do cotidiano juntamente com o império das drogas, do álcool e do pânico e da corrupção.
Até mesmo a escola, a mais importante instituição a garantir o acesso à cidadania, é arrombada por uma violência descabida que vitima alunos e professores deixando marcas de uma impune covardia.
É profundamente injusto que diferenças econômicas e sociais sentenciem a vida de uma criança.
Entretanto, só alcançaremos a tão necessária igualdade de oportunidades fazendo da educação uma prioridade federal, e não apenas municipal ou estadual.
Mas, para isso, é preciso banir uma insaciável ganância - que como Herodes mata, como praga destrói - para então, nossos governantes conseguirem, enfim, resgatarem os valores humanitários, éticos e morais.
Um número indecoroso de crianças nasce, sofre e morre sem jamais se tornar cidadão brasilerios.
Hoje, vítima. Amanhã, agressor.
Só a educação é capaz de acabar, de vez, com este círculo vicioso que, quando flagrado, denuncia o lado pérfido de uma sociedade refém do medo, da indiferença e do descaso.
Professor José Maria Cancelliero
Presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) |
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Professor José Maria Cancelliero - S. Paulo - SP - Brasil |
rank@uol.com.br |
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07/01/2010 |
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Eleições 2010 vs Fraude |
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Você já parou para pensar nas falhas de segurança da urna eletrônica?...Imagine de que maneira o eleitor vai certificar-se de que, seu voto, foi realmente registrado conforme ele viu na tela no momento em que o confirmou ? Quem vai comprovar e como vai comprovar que não há fraude eletrônica no momento em que a informação (do voto) sai da tela para o disquete ?
A urna eletrônica, da forma como foi implantada, não oferece segurança ao eleitor, aos partidos políticos e nem mesmo aos candidatos. Observe que é muito mais fácil -- para os maus candidatos -- fraudar um programa de informática do que fraudar milhares de cédulas de papel. Atualmente não há garantias de que, o candidato que aparece na tela da urna eletrônica, seja o mesmo candidato que a urna eletrônica vai registrar no disquete no momento em que o eleitor confirma o seu voto. Qualquer microempresa de informática consegue adulterar facilmente estes programas.
Elas podem fazer com que a urna eletrônica mostre uma coisa na tela, mas registre outra no disquete e no boletim de urna durante a votação. Num país com altos índices de corrupção, como o Brasil, os próprios responsáveis pelo departamento de informática, da Justiça Eleitoral, podem se corromper e facilitar esse tipo de fraude.
Em tom de comemoração o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) diz que o sistema de urna eletrônica testado por hackers que se escreveram para desafiar a urna em Outubro do ano passado é seguro, pois os hackers escritos para o desafio não conseguiram corromper a seguranças das urnas, sendo assim em letras grandes e chamativas afirma em vários sites a seguinte manchete " Nenhum dos hachers conseguiu violar a urna e os programas que serão utilizados em 2010".
Agora basta esperar que nenhum candidato ou partido politico peçam as famosas recontagem de votos, por desconfiar do sistema eleitoral. Que o sistema eletrônico é um grande avanço ninguém pode negar, mais a desconfiança de partidos, candidatos e eleitores e se o sistema funcione e contabilize o votos depositado no candidato e/ou partidos escolhido pelo o eleitor. |
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Argeu Cardoso Junior - Jundiaí SP |
jukajunior@hotmail.com |
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30/12/2009 |
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Fim de Ano! |
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FIM DE ano é hora para balanços do passado e planos para o futuro. As pessoas pensam no que pretendem no âmbito pessoal e familiar. Empresas avaliam resultados e fazem os orçamentos para o próximo período. O próprio mundo tenta concatenar agendas de curto e longo prazo para um improvável desarmamento ou para o desaquecimento climático global.
Países, obviamente, não podem fugir do roteiro. O Brasil já tem anunciado seus prognósticos otimistas para a economia -mas precisamos ter algum rumo claro do que queremos em relação à consolidação de nossa democracia. Na verdade, não faz sentido tratar o ano novo como se fosse uma folha em branco na qual você terá como escrever uma história completamente nova.
Todos os seus hábitos, seus conhecimentos, suas obrigações continuarão valendo assim que estourar o último dos foguetes na madrugada de primeiro de janeiro. Por isso, não desejo muito deste novo ano.
Peço apenas o possível: crianças na escola, velhos assistidos, ou seja: educação e saúde neste nosso Brasil e por todo este mundão de Deus; trabalho para todas as pessoas e alimento na mesa de todos, em qualquer lugar; ética e honestidade em todos as atividades do ser humano, principalmente na política e conscientização geral de que precisamos preservar a natureza para que haja um futuro amanhã.
Que 2010 seja o ano das realizações, os solteiros(as) possam viver um novo amor, os casados se amem todos os dias do ano, as familhas se respeitem e sejam unidas em todos os momentos, e que possamos fazer melhor 2010 o que não fizemos em 2009. Feliz Ano Novo. |
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Argeu Cardoso Junior - Jundiaí SP |
jukajunior@hotmail.com |
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29/12/2009 |
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Eterno Aprendiz |
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Há algumas décadas, o sonho de muitos jovens era diplomar-se por uma conceituada universidade, pois era esse o “passaporte carimbado” que os levaria a um emprego formal e a uma carreira bem-sucedida e duradoura. A formação acadêmica representava um requisito diferenciado para o crescimento profissional, dentro de uma excelente organização.
Hoje, o sonho do canudo universitário transformou em obrigação e a certeza da conquista de uma vaga no mercado, uma estressante incerteza. A globalização destruiu fronteiras e quebrou estruturas centenárias, fazendo com que milhões de vagas de trabalho se evaporassem no planeta terra. Muitas profissões desapareceram e outras floresceram.
Se o primeiro emprego formal é extremamente difícil, o ultimo pode ser, extremamente, precoce. Aos 20 anos poderemos ser considerados inexperientes e aos 40 decadentes.
Essa realidade, que tem feito o mundo sempre melhor materialmente, nos traz à lembrança um dos clássicos do cinema norte-americano – Tempos Modernos – (1936) estrelado por Charles Chaplin. Através de sátiras, ele nos mostra tentativas de substituição do homem por máquinas. Aumentar a produtividade – fazer cada vez mais,e melhor, com cada vez menos – era o grande objetivo, mesmo que o ser humano fosse humilhado, como pode ser visto em algumas cenas do último filme mudo do genial Carlitos.
A tecnologia encurtou as distâncias e distanciou as proximidades, via praticidade – “produto” essencial do novo estilo de vida gerado pela mulher contemporânea. Parte das operações bancárias pode ser considerada como exemplo expressivo dessa nossa afirmação.
Cremos que vale a pena uma profunda reflexão sobre um dos versos da canção – O que é, o que é – do saudoso cantor, compositor e músico, Gonzaguinha: “ a beleza de ser um eterno aprendiz”. O profissional que tiver a percepção exata do que representa essa máxima, poderá estar descobrindo a diferença, que fará a diferença, em termos de sucesso sustentável.
* Faustino Vicente – Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br - tel. (11) 4586.7426 - Jundiaí (Terra da Uva) - SP |
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Faustino Vicente - Jundiaí SP |
faustino.vicente@uol.com.br |
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28/12/2009 |
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Ano-Novo e ação humana |
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Com a proximidade de 2010, repete-se o salutar costume dos votos de esperança por um ano mais feliz. Na palestra que proferi em 20 de dezembro de 2008, transmitida pela Boa Vontade TV, pela Super RBV de rádio e internet (www.boavontade.com), procurei analisar esse anseio de renovação, fundamentando minhas palavras nos versículos iniciais do capítulo 21 do Apocalipse de Jesus segundo São João, e nos derradeiros do capítulo 22.
Visei com a mensagem demonstrar que o livro das profecias finais apenas relata as consequências dos feitos humanos. Em nossa intimidade, escrevemos as páginas do nosso destino. Logo, quanto mais educado o povo, instruído e espiritualizado, melhor o rumo das nações. Como sempre ressalto: Ano-novo! Ano-bom? Depende de nós!
21:1 - "E vi novo céu e nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar não mais existe".
A profecia de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, anuncia profunda transformação batendo às portas. E se é "um novo céu e uma nova terra", vislumbra-se Humanidade renovada! Contudo, aquilo que o Amor não consegue concretizar a Mestra Dor comparece e apresenta a lição.
21:2 - "Eu, João, vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que da parte de Deus descia do céu, vestida como noiva adornada para o seu esposo".
Jerusalém é um grande símbolo religioso, político e social no mundo, principalmente para judeus, cristãos e islâmicos, de várias etnias. Todos filhos de um mesmo Pai, pois assim devemos ver-nos, para, aliados, auxiliar na prevenção de tanto assunto que pode ser diplomaticamente afastado ou resolvido, até mesmo com antecedência.
A esperança não morre nunca
Notem que João Evangelista narra Jerusalém descendo do Céu. Por que esse e não outro burgo? Vamos por partes: Ele era judeu. A ideia que tinha de cidade maior, para o seu coração crente, era Jerusalém. Também conhecia Roma. Entretanto, dificilmente diria: "Desce do céu a nova Roma". Esta era metrópole culta, cosmopolita, porém altamente bélica. Cartago que o diga. Jerusalém possuía algumas dessas características. Não obstante, o seu povo acreditava num Deus único, assim como o Evangelista-Profeta.
Jerusalém é um encanto místico. Comove o coração da gente. Mas tem sido pelos milênios pretexto para tristes acontecimentos. Todavia, a esperança não morre nunca, raciocínio que concebi, há mais de duas décadas, ao ver, na televisão, um moço lamentar haver perdido a fé no futuro.
Alguns, até com motivo envinagrados, retrucam: "Eu não creio nessa coisa de esperança". Então, o que propõem? O desânimo? O desprezo da criatura por si própria e por seus pares? Tem de haver esperança! E, acima de tudo, vontade de realizar. Do contrário, o que lhes resta? Deitar e morrer? A Alma carece de bom estímulo. (...) Como dizer aos jovens que não alimentem a esperança? Se o idealismo não sobreviver, que lhes sobrará? Um campo aberto para o esmorecimento.
Todos percebem que, num mundo globalizado, o mal que acontece lá (qualquer lá) poderá nos abranger. Vejam a questão da economia, de que poucos suspeitavam. Inacreditável, não é? (...) Outrossim, necessário se faz algo além do atual estágio do
conhecimento terrestre: ligarmo-nos ao governo ideal que começa no Céu.
Trata-se de tema que, um dia, a cautelosa Ciência abordará sem preconceitos. A intuição é a inteligência de Deus em nós. Muita vez, o que a razão demora a captar ela mais rápido alcança.
Que em 2010 busquemos na Espiritualidade Superior a bússola de nossa existência. E que haja esperança, sim, e trabalho, de modo que ergamos para os moços condições de usufruírem um mundo mais digno, sem nunca esquecer os mais vividos, idade a que a maioria, com o avanço da medicina, certamente atingirá.
José de Paiva Netto - Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br - www.boavontade.com |
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Paiva Netto - São Paulo - SP - Brasil |
paivanetto@lbv.org.br |
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23/12/2009 |
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Denúncias de Intolerância Religiosa são apresentadas em Fortaleza |
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Matéria enviada por Sebastião Ramos – Fortaleza, Ceará
A reunião do Centro de Referência de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos para a Diversidade Religiosa – CRDHDR, realizada neste dia 15 de Dezembro, no Auditório Murilo Aguiar da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, em Fortaleza, tornou-se um espaço para apresentação e ao mesmo tempo divulgação em nível nacional de duas denúncias relativas a intolerância religiosa ocorridas recentemente naquela capital, violações estas representadas primeiramente pelos fatos que atingiram segmentos das Matrizes Africanas, em especial todos os religiosos que tem a Umbanda como religião, bem como os fatos que envolveram todo um grupo de desassociados da confissão evangélica Cristã, Testemunhas de Jeová, situações estas que discorreremos à frente.
A atividade do CRDHDR contou entre os participantes, com as presenças institucionais da Srª Yara Lúcia (Coordenação Municipal de Políticas Públicas para a Igualdade Racial – COPPIR – Prefeitura Municipal de Fortaleza), Dr. Guilherme Fonseca Guimarães (Conselho Estadual de Direitos Humanos), Sr Leno Farias (Associação Afro Brasileira de Cultura Alagba); Sr. Álvaro Bezerra (Rede de Afro Religiosidade e Saúde – Secretaria Estadual de Saúde) e de religiosos e lideranças como as da Organização Brahma Kumaris (Mara Gurjão); Abrawicca Fortaleza (Srª Arian Badb Sophia); Associação das Famílias (José Martins Souza); Alam Arraes Federação Espírita do Estado do Ceará (Sr. Alam Arraes); Grupo de Desassociados das Testemunhas de Jeová (Sr. Sebastião Ramos) , representantes do Candomblé e da Umbanda que se fizeram representar através da Rede de Terreiros, além de entidades como a Federação Internacional para a Paz entre outras, e de representantes de vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza.
A primeira denúncia apresentada foi a relativa à matéria publicada no jornal local Diário do Nordeste, em edição do último dia 07.12.09 (texto reproduzido anexo), que em reportagem policial de página inteira sobre uma série de assassinatos que segundo a reportagem poderiam ter ligação, e que estão sob investigação da 32º Delegacia de Polícia de Fortaleza, há toda uma argumentação de que estes acontecimentos seriam fruto de rituais de magia negra praticados por Umbandistas, associando implícita e explicitamente tais fatos ao universo desta religião de Matriz Africana.
Esta publicação e todo o processo de divulgação destes fatos sob a ótica mencionada, provocou um descontentamento e sofrimento imensos às Comunidades de Terreiro e espaços sagrados destas Matrizes Africanas existentes na região, que se sentiram atingidos por tais insinuações que somente reforçam visões deturpadas e de total desconhecimento sobre estas religiões, decorrendo de toda esta situação uma peregrinação junto as entidades de Direitos Humanos, comissões e Ministério Público, por parte das lideranças e religiosos, para que pudessem se pronunciar sobre estes acontecimentos.
Paulo Sérgio Cavalcante (Movimento Negro Unificado)
apresenta denúncia na reunião do CRDHDR.
Nas manifestações sobre estes acontecimentos, foram destacados a falta de conhecimento e verdadeira ignorância ainda existente no país sobre as culturas e religiosidades presentes na formação do povo brasileiro e advindas da África, momento o qual foram ressaltadas a necessidade de se trabalhar uma maior conscientização sobre nossas origens, bem como, uma atuação mais firme por parte de todos no sentido de fazer valer o instrumental legal existente para a proteção e promoção da igualdade racial e do respeito às crenças.
Leno Farias (Assoc.Afro Brasileira de Cultura Alagba) reitera
denúncia dos fatos solicitando apoio do CRDHDR.
Na sequência dos relatos foram apresentados os fatos concernentes às discriminações sofridas pelos desassociados da Igreja Testemunhas de Jeová, através dos depoimentos dos senhores Sebastião Ramos e Pascoal Júnior (Foto: Em pé 1º e 3º Esquerda p/Direita), que em suas falas destacaram: “Como se sentiria se a partir de amanhã seus amigos cortassem relações com você e não mais lhe cumprimentassem, caso te encontrassem na rua, no trabalho ou em qualquer outro lugar? Com certeza faria o possível para evitar essa situação vexatória.
O mais grave seria quando parentes diretos, incluso sua mãe, seu pai, irmãos ou filhos limitassem o contato apenas a assuntos domésticos. Pior ainda se você não tivesse feito absolutamente nada que os prejudicassem. Humilhante, não? Pois é essa a situação de uma pessoa quando é desassociada ou pede dissociação da igreja Testemunhas de Jeová.”
Ex membros da Igreja Testemunha de Jeová.
Esta exclusão ou morte social a que estão sendo submetidos todos os ex membros da igreja, foram denunciadas em diversos artigos (links abaixo) produzidos pelo Sr. Sebastião Ramos e publicados em diversos órgãos, tendo sido ainda objeto de encaminhamento de representação junto ao Ministério Público do Ceará que está tramitando na 6ª Promotoria Criminal, buscando com isso tornar evidente uma situação que em matéria de intolerância difere dos casos comuns, pois se revela dentro de um mesmo grupo que exclui e promove o afastamento dos seus ex pares, causando indiscutíveis sofrimentos a todos os que são expostos a esta situação.
Artigos publicados:
http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/clipping/setembro-2009/ministerio-publico-acata-denuncia-contra-a-desassociacao-das-testemunhas-de-jeova
http://www.agora-to.com.br/mostranoticias.asp?id=7530
http://www.jornaldopovoma.com.br/?pg=not%EDcia&id=5398
http://www.proparnaiba.com.br/seuartigo/mp-acata-denuncia-contra-a-desassociacao-das-testemunhas-de-jeova.html
http://www.atitudetocantins.com.br/?ctt=noticia.php&IdNoticia=4380
http://www.jornaldeitupeva.com.br/noticia.php?id=090806104822
Os presentes à reunião do Centro de Referência, se manifestaram em apoio a constituição de um Plano Nacional de enfrentamento à Intolerância Religiosa, bem como a instituição de um marco regulatório que pudesse consolidar e aprimorar os instrumentos legais atualmente existentes.
O CRDHDR sugeriu a organização de um Fórum de Direitos Humanos e Diversidade Religiosa a partir das organizações e religiosos presentes, se comprometendo a enviar modelos dos documentos dos fóruns já existentes no país.
O grupo presente solicitou ainda que houvesse o apoio do CRDHDR e da SEDH no sentido de se manifestar junto às instâncias do Ceará em apoio e reforço às denúncias apresentadas.
Em Fortaleza, o CRDHDR contou com o apoio da Assembléia Legislativa do Deputado Francisco Caminha (PHS), membro da Mesa Diretora da Assembléia e apoio da TV Assembléia que realizou reportagens e transmissões da reunião.
Veja aqui a matéria no Jornal Diário do Nordeste
Texto: Elianildo Nascimento (CRDHDR) Centro de Referência de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos para a Diversidade Religiosa
Fotos: Arian Badb Sophia (Abrawicca Fortaleza) e Elianildo Nascimento (CRDHDR). |
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Elianildo Nascimento - Fortaleza - CE |
sebastianramos7@gmail.com |
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17/12/2009 |
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União |
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Não podemos temer o estado porque o estado é nosso, não podemos temer as bombas de efeito moral porque temos moral para manifestar, não podemos temer os corruptos porque suas cadeiras nos pertencem, não podemos temer a policia porque pagamos para eles nos proteger, não podemos temer a nós mesmo porque juntos podemos fazer a diferença.
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